Articles
De biólogos a engenheiros: time de especialistas faz a diferença na área de patentes

Sorry, this entry is only available in Brazilian Portuguese. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.

Em um ambiente eclético, biólogos, farmacêuticos, químicos e engenheiros trocam conhecimento e experiências com advogados e, assim, formam a equipe multidisciplinar especializada em propriedade intelectual do Gusmão & Labrunie. O sucesso da área de patentes do escritório está atrelado ao time de quase 20 profissionais com formações distintas. Eles trabalham divididos em duas áreas: life science, que engloba biologia, química e farmacêutica, e engenharia, que trata de mecânica, elétrica, física, software, entre outros. “Tentamos o máximo possível abranger todas as áreas técnicas e os técnicos aprendem as questões do direito relacionadas à propriedade intelectual e a patentes”, diz o sócio Juliano Ryota Murakami, que é engenheiro eletricista de formação e tem pós-graduação em inovação.

Juliano trabalhou por cerca de quatro anos em uma fábrica de equipamentos médicos hospitalares, mas não se encontrou naquela função. Ele entrou no Gusmão & Labrunie no fim de 2011 e, em 2017 se tornou sócio do escritório. Este é um diferencial do escritório: não há exigência da formação em direito para virar sócio. “Existe a possibilidade de ser técnico, ganhar destaque e chegar a sócio”, ressalta Juliano.

Independente das áreas de marca e contencioso, o setor de patentes, se encarrega do trabalho administrativo, como o relacionamento com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), as análises e os pedidos de depósito de patentes. “A maior interação com os advogados ocorre quando há disputa judicial, como ações de infração ou nulidade de patentes, que quem conduz são os advogados e os técnicos dão suporte”, explica Juliano. Os técnicos exercem papel fundamental para auxiliar os advogados a elaborarem parecer e embasarem suas peças.

O biotecnologista Guilherme Zanini, de 26 anos, trabalha no escritório já há 1,5 ano. “Eu queria seguir carreira acadêmica, mas, quando terminei o mestrado e a opção era doutorado, não me identifiquei. Buscando uma alternativa, me deparei com propriedade intelectual e me achei”, conta. Atuar em propriedade intelectual foi a maneira encontrada por ele de aplicar os conhecimentos em biotecnologia, genética e biologia molecular, ao mesmo tempo em que ajuda inventores a patentear suas invenções; em vez de ser o próprio inventor. “Nosso trabalho é essencial para auxiliar os inventores e as empresas a patentearem as suas invenções. A gente auxilia os nossos clientes desde o início, quando ele está trabalhando na invenção, até o processamento no INPI e, depois que este direito foi concedido, a gente auxilia por meio de consultorias diversas”, diz o biotecnologista.

No escritório, os técnicos encontram um meio de unir a paixão pela ciência, pesquisa e inovação com um trabalho que está mais alinhado à vocação deles. Estar sempre em contato com a área de formação, sem atuar em uma bancada ou planta industrial é um lado positivo destacado pelos especialistas. “Eu tentei fazer pesquisa, fiz várias visitas a indústrias e vi que não era para mim. Não me identifiquei, mas, ao mesmo tempo, eu gosto muito da área técnica da qual eu graduei. Então, no escritório, eu posso estar sempre em contato com aquilo que estudo e gosto, mas não preciso fazer o convencional”, diz Victor de Godoy Daiha, de 25 anos, e formado em engenharia química. Para Victor, a importância dos especialistas é garantir o funcionamento do sistema de patentes e que as normas sejam cumpridas. “É um sistema de troca. Enquanto o inventor vai divulgar a invenção de forma pública para a sociedade ter acesso à informação, ele vai ter a exclusividade de exploração comercial”, explica.

Contudo, fazer a transição entre uma carreira acadêmica ou “na bancada” para um escritório tem suas dificuldades. “Na adaptação para trabalhar em escritório de patentes, o principal para nós, que somos da área técnica, é a linguagem que temos de utilizar, porque ela é específica. E também estar aberto para aprender muitas coisas novas, principalmente, em relação à legislação de patentes”, avalia Victor.

Há 5,5 anos no Gusmão & Labrunie, a farmacêutica com especialização em farmacologia clínica, em cosmetologia e homeopatia, Marina Guimarães, está bem adaptada, mas se lembra de que começou na área por acaso. Ela trabalhava na indústria cosmética quando foi chamada para uma entrevista de emprego no escritório. “Era um mundo completamente diferente do que eu vivia até então; eu saí totalmente da minha zona de conforto, mas, como eu gosto do que eu faço, eu falo que eu me achei quando eu comecei a trabalhar com PI. Então, foi fluindo”, conta.

Marina trabalha com casos nas áreas de química e farmácia, acompanhando o processo desde o depósito de um pedido de patente até a hora que a patente é concedida. Além disto, a área presta consultorias diversas, como, por exemplo, a empresas que estão para lançar um produto e quer saber se está livre para comercialização ou ainda para um inventor ou uma empresa que tenha uma invenção e gostaria de depositar o pedido de patentes. “O que mais me fascina nas áreas de patentes e propriedade intelectual é poder estar em contato com grandes clientes que o escritório tem, com casos extremamente relevantes, de tecnologias relevantes para a sociedade, e estar sendo desafiada a todo o momento”, conta.

Já para Guilherme, a satisfação vem de fazer parte do desenvolvimento de inovação do País. “O trabalho do especialista em patentes é importante, porque faz a engrenagem do desenvolvimento girar, porque a gente ajuda os inventores e as empresas a conseguirem seu direito, que é a sua patente, sua propriedade intelectual, e, com isto, fazemos com que a voz da inovação continue”, resume.

Créditos: Juliano Murakami, Guilherme Zanini, Victor de Godoy Daiha e Marina Guimarães